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Esgotamento mental existe! Conheça agora os principais sintomas!

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Cansaço constante, esquecimento fácil, dificuldade de concentração, alto nível de estresse: esses são alguns dos sintomas do esgotamento mental, situação que atinge grande parte dos brasileiros, segundo uma pesquisa feita pela Talenses, empresa de recrutamento.

O grande problema desse quadro é que ele fica somente a um passo para o burnout ou a depressão, condições que afetam muito a pessoa, a ponto a impedi-la de exercer até mesmo as atividades mais simples referentes ao trabalho ou à vida pessoal.

Quer entender um pouco mais sobre a situação e saber o que fazer para evitá-la? Continue conosco nas linhas seguintes!

O que é o esgotamento mental e quais são seus sintomas?

Você já passou por algum dia em que precisou resolver muitas coisas na rua, andou bastante para cima e para baixo, chegou a casa tarde e, então, sentiu aquele cansaço físico tomando conta de você? Geralmente, nessas situações, tudo o que desejamos é um banho relaxante e deitar, concorda?

Bem, agora, se você entende que esse cansaço seja plenamente possível no contexto físico, faça uma associação parecida com o que acontece na nossa mente depois de um acúmulo de dias cheios de problemas a serem resolvidos.

Muito do que fazemos diariamente exige bastante energia e atividade mental. Enquanto trabalhamos, por exemplo, nosso cérebro não para 1 só segundo. Ele precisa estar concentrado e realizar milhares de conexões sinápticas, necessárias para a transferência e o armazenamento de informações. 

O esgotamento mental é a consequência de um excesso de demandas feitas à mente, que se sente cansada quando não damos a ela o devido repouso. Alguns dos sintomas comuns podem ser:

  • insônia;
  • falha na memória;
  • dificuldade de concentração;
  • sensação constante de que o sono não foi suficiente;
  • desânimo;
  • palpitação;
  • diminuição do desejo sexual;
  • azia e má digestão;
  • ansiedade constante;
  • sono e cansaço;
  • imunidade baixa;
  • irritabilidade e choro fácil.

Por que o esgotamento mental deve ser levado a sério?

Talvez, pela nossa cultura, temos a tendência de ignorar qualquer necessidade de descanso mental, mas levamos mais a sério quando a manifestação é física, você já percebeu? E por mais que às vezes sintamos uma necessidade de repousar a mente, ignoramos um pouco isso.

Ora, se aceitamos facilmente que precisamos deitar e descansar o corpo depois de um corre-corre, por que não fazemos o mesmo com a nossa cabeça? O problema de não levarmos a sério o esgotamento da nossa mente é que podemos desenvolver outras condições mais sérias, como a síndrome do Burnout, que não é passageira e afeta, ainda, nossa saúde física, aumentando, por exemplo, a predisposição a um infarto.

Ainda há a depressão e a síndrome do pânico, que também não são raridades para quem sofre pelo excesso de cansaço.

Quais são as possíveis causas para o esgotamento mental?

O esgotamento mental acontece quando ignoramos nossas necessidades. Ao cobrarmos muito da nossa produtividade e não darmos ouvidos a nossos pensamentos de que precisamos parar um pouco e descansar, entramos em um processo de sobrecarga de trabalho.

Profissões como as ligadas a saúde, educação e segurança também podem ser elencadas como grandes causadoras dessa questão, já que exigem muito dos profissionais, deixando-os mais suscetíveis ao aumento do estresse.

Problemas financeiros e familiares, da mesma forma, colaboram para o aumento do esgotamento mental, pois elevam o estresse, impedindo-nos de relaxar mesmo nos momentos de repouso. 

O que podemos fazer para aliviar o esgotamento mental?

A boa notícia é que existem várias dicas para você diminuir esses sintomas e evitar que algo mais sério aconteça com sua saúde. Veja alguns!

Tente desacelerar

Se você sentiu que está começando a ter um cansaço mental maior nos últimos dias, reflita um pouco sobre como está levando a vida. É claro que todos temos afazeres importantes, como trabalhar, cuidar da casa, encaminhar bem os filhos, estudar. No entanto, se não soubermos equilibrar tudo, chega um momento em que nosso organismo nos obriga a parar de uma vez. 

Não deixe os checkups de fora 

Ainda que você não tenha algum sintoma físico, não deixe de realizar, ao menos, os checkups básicos anuais. Visitar cardiologista, ginecologista, urologista, dentista, além de um clínico geral, para solicitar exames, é uma prática recomendada para quem desejar manter a saúde em dia. 

Deixe o trabalho no trabalho

Um comportamento típico de quem desenvolve o Burnout com o passar do tempo é não conseguir separar trabalho e casa. As pessoas se tornam tão viciadas em trabalhar e em ganhar dinheiro, que, mesmo no lar, momento em que deviam estar com a família, ficam envolvidas com relatórios e projetos para serem finalizados.

Inclua o descanso na sua rotina

Algumas vezes, temos uma rotina tão intensa de trabalho e cuidados com a casa, que quase não sobra tempo na semana para fazermos uma atividade relaxante. É importante termos pelo menos um momento do final de semana para sairmos desses hábitos tão cansativos. Assistir a uma série, ir ao cinema, passear no parque, fazer um lanche com os amigos são alguns dos exemplos que podem ser adotados.  

Pratique atividades físicas

Os exercícios físicos nos ajudam a relaxar e contribuem para uma vida mais saudável, ao regular a pressão arterial, fortalecer o sistema imunológico e reduzir o risco de doenças cardíacas. O recomendado é fazer, ao menos, uma caminhada de 30 minutos, 3 vezes por semana. 

Procure um psicólogo ou psiquiatra

O psicólogo é capaz de ajudar o paciente a encontrar ferramentas psicológicas e saídas para problemas que, aparentemente, não têm como serem resolvidos. Ele orienta a pessoa, auxiliando- a aumentar seu autoconhecimento e sua inteligência emocional, a fim de que ela lide melhor com os problemas. 

Esse profissional pode ajudar tanto em diversas questões, como a perda de um emprego, depressão ou problemas de relacionamento. 

O psiquiatra é formado em medicina e, por isso, um dos seus papéis é ajudar a estabilizar o fluxo de neurotransmissores no organismo do paciente. Ele, então, pode receitar medicações, como antidepressivo ou ansiolítico.

Não deixe de escutar suas necessidades. Caso esteja sentindo um esgotamento mental persistente, procure um profissional para fazer o diagnóstico e evitar problemas mais sérios no futuro, está bem?

Gostou do artigo? Que tal, entender, na próxima leitura, quando um psicólogo pode ajudar você?

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